Querer...Poder...Fazer Acontecer! Esta é a “trilogia” que traz resultados estratégicos!
Falar na importância da Inclusão é “chover no molhado”?
Tratar da justiça e democratização das oportunidades de acesso ao Mercado de Trabalho é “dar murro em ponta de faca”?
Combater preconceitos é “sentir-se pior do que um cego em tiroteio”?
Conhecer as Leis dos direitos das Pessoas com Deficiência/ Lei de cotas/ Acessibilidade e ser cobrado em aplicá-las...”é não saber da missa, nem a metade”?
Ouvir discursos dos formadores de opinião ligados ao Governo, aos Canais Oficiais de Comunicação ou até dentro das empresas, falando sobre responsabilidade social e não sair das dificuldades, das barreiras, não encontrar caminhos efetivos para cumprir os objetivos e desejos de tirar a Inclusão da teoria, muitas vezes é...”Em casa de ferreiro... o espeto ser de pau?”
Então, a primeira idéia ao ler este início de artigo é que a Inclusão pode ser mais difícil do que parece...Ou é tão difícil, que não está escrito em nenhum “Manual das Preciosas e Mega Consultorias... a receita milagrosa e sigilosa para eliminar todos os obstáculos”?.
Neste momento, caímos na tentação de dizer...”Cuidado: as aparências enganam!”.
A experiência comprova que o perigo é “julgar, antes de analisar”!
A vida mostra que o impossível é o “escudo dos teoricamente-globalizados”!
Para tratarmos do possível, vamos começar pelas presentes justificativas para julgarmos, previamente, que seria Impossível a Inclusão com sucesso!
Vamos lá... Veja que o verbo Ir está na primeira pessoa do plural...:
A falta de Informação sobre Deficiência no Brasil.Não há nenhuma dúvida de que esta afirmação tem veracidade. Cabe perguntar: ser verdade é certeza de contribuir para a famosa crença na impossibilidade?
Outra verdade que existe, claramente, na realidade atual brasileira é a falta de capacitação da Pessoa com Deficiência!
Novamente, vem a concordância de que esta afirmação procede. Mais uma vez, levantamos a questão da tentação de rejeitarmos a necessidade de buscarmos contatos...redes de informação...pois, se alguns conseguem fazer a Inclusão acontecer...existe o caminho para ter sucesso nesta empreitada!
Há um terceiro ponto indiscutível, que não podemos negar: é difícil encontrar a Pessoa com Deficiência CERTA, para a vaga CERTA!
Num Mercado de trabalho já fechado para os “normais”...isto é, aqueles que não são cientificamente, definidos como Pessoas com Deficiência.Estamos falando de uma situação que compromete o aproveitamento de muitos talentos, nas diferentes Áreas da Economia brasileira, torna-se comprometida a questão da Captação e Seleção das Pessoas com Deficiência, neste mesmo Mercado. Se para cumprirmos a Legislação vigente sobre Inclusão, demitíssemos a Pessoa Sem Deficiência para admitirmos uma Pessoa com Deficiência, estaríamos indo para o “avesso” da mesma questão!
É claro que “não vamos tapar o Sol com a peneira”! Esta é mais uma possível causa da Inclusão de Pessoas com Deficiência parecer impossível.
Outro aspecto presente neste Século da competitividade declarada: como atingir resultados, superar metas, garantir a fidelização do target almejado, se a Pessoa com Deficiência é vista como incapaz, ou não competente, ou até competente mas atrasa o “relógio estratégico” da própria Área e conseqüentemente da Empresa? Neste ponto, eu afirmo: “as aparências enganam!”
Você pode estar SE ou ME perguntando: Será que estamos diante de “dois pesos e uma medida”?
Vamos “Desenrolar este novelo”!
Começando pela última questão, comparando Pessoa com Deficiência e Pessoa sem Deficiência para funções nas quais os primeiros já estão adaptados, as informações comprovadas mostram que existem exemplos que afirmam o contrário. Eu trabalhei com uma Empresa do setor de Prestação de Serviços, de grande porte, onde eu estava ministrando Programas de Excelência no Atendimento a Clientes. Eu convidei um expert na área de Reabilitação de Pessoas com Deficiência através do esporte, Steven Dubner, para fazer a Introdução nos Programas, com ênfase na superação de barreiras...Obstáculos...Encontrar “portas” abertas, num mercado altamente “predatório”, num cenário de Competitividade que pode até massacrar as pessoas menos preparadas...Era o Módulo Básico, chamado “Gestão de Mudanças”! Apresentando-o para esta empresa, nós encontramos um caminho para as Pessoas com Deficiência Capacitadas, com as quais ele atua diretamente, para Inclusão na área de Call Center. Estou falando nos anos 97... 98... 99! Os candidatos apresentados passaram pela Seleção junto com os “Normais”. Eles foram aprovados.Eram Pessoas com Deficiências Físicas, que usavam Cadeiras de Rodas. Nós acompanhamos seu desempenho e vimos que os Indicadores de Performance das Pessoas com Deficiência eram iguais ou Superiores das Pessoas sem Deficiência. É notório que o nível de Qualidade no Atendimento era bastante elevado, meta constante da Organização como um todo!
Por que será que as Metas de desempenho das Pessoas com Deficiência, em alguns momentos, até superava este Padrão? Será que uma destas Pessoas com Deficiência tem a mesma vontade de sair para tomar café com outros colegas, assim como os Sem Deficiência? Outro aspecto evidente é a sua motivação. As barreiras são tão freqüentes, tão claramente impostas pela vida, que no momento que encontra uma oportunidade é como se as palavras do Herbert Viana na música Lanterna dos Afogados, fossem comprovadamente válidas: “quando está escuro e ninguém te ouve, quando chega a noite e você pode chorar...há uma luz no túnel dos desesperados, há um cais de porto pra quem precisa chegar...”É uma luta constante para crescer e semear , quando o solo é fértil! É “não deixar a bola sair de campo, sem tentar todas as possibilidades de fazer o gol, ou dar um passe para o que está melhor posicionado no momento”!
Esta garra, não teme falhar, lutar, superar metas, colaborar com os colegas de time de trabalho!
Fabiana Takatuzi, Terapeuta Ocupacional, com larga experiência em Tratamento e Reabilitação de Pessoas com Deficiência. É Especialista em Ergonomia e Análise de Acessibilidade. Ela traz exemplos que negam a idéia de que Deficiência e Incompetência sejam “sinônimos”. Ela conheceu uma Gráfica de médio porte, situada na região do Grande ABC/SP, que possui Pessoas com Deficiência em seu Quadro Funcional. O Líder de uma seção na Linha de Produção, afirma que os resultados de um Colaborador, que é uma Pessoa com Deficiência Cognitiva, são maiores que os dos Colaboradores sem deficiência. Cabe ressaltar que segundo o Líder, a Performance de todos os Colaboradores está dentro do Padrão de Qualidade desejado pela Empresa. Porém, as Pessoas com Deficiência superam estes limites.Nas suas palavras ele coloca como causas deste nível elevado de desempenho os seguintes fatores: “a Atenção Concentrada destes colaboradores é redobrada! Parte das próprias Pessoas com Deficiência a necessidade de investirem muita energia nas fases do processo de trabalho. Neste sentido, o Rendimento e o Não Retrabalho é comprovado”! Ele também fala que “fica visível o empenho pessoal destes colaboradores”.
Outro caso contado por ele foi que na área da Linha de Produção de uma Pessoa com Deficiência Auditiva, desapareceu um lote do material produzido. Antes de o Líder dar pela falta do material, a própria Pessoa com Deficiência adiantou-se e informou ao seu Líder este fato. E não só se limitou a informar. Ela colocou-se comprometida a procurar o referido material e encontrar a causa do seu desaparecimento. O resultado foi positivo.
Isto vem somar exemplos de que a Pessoa com Deficiência se compromete com o trabalho, torna-se proativa, antecipando-se aos problemas, buscando a solução...Não se acomoda!
Outra barreira que existe, embora não seja intransponível, é a omissão de dados sobre a Deficiência no Brasil.
Em 2004, as Para Olimpíadas foram transmitidas ao vivo, na TV “Fechada”. Foi uma transmissão inédita!
A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB focou na Campanha da Fraternidade/ 2006 a“Deficiência e Fraternidade!”.Isto mostra a ênfase que a Igreja Católica está dando para este tema.
Fabiana participou da Conferência Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência/ 2006. Foi redigido um Documento relativo à Acessibilidade da Pessoa com Deficiência à Informação, Transporte, Informática, Comunicação, Ajudas Técnicas, Arquitetura e Urbanização, que representava a “voz” do Estado de São Paulo dentro da Federação. Esta “voz” foi levada à Brasília, junto a outras “vozes”...Daí saiu um compromisso nacional!
Também está sendo veiculado o tema Inclusão nos canais de TV “Aberta”.Como exemplo, num dos canais , recentemente, foi exibido um debate num Programa Semanal, o tema Inclusão. Estavam presentes Pessoas com Deficiência de Projeção Nacional e Internacional, como Clodoaldo Silva Para atleta medalhista com o maior número de medalhas de ouro recebidas em 2006, pelo Brasil, nesta competição, que existe há mais de 50 anos!
Esta Pessoa com Deficiência Física, que utiliza Cadeira de Rodas, é um representante de grande parte do perfil brasileiro. Nasceu em Região pobre do Brasil e de família de classe financeira baixa, o que infelizmente, não é raro na realidade brasileira. Nas suas palavras, “só foi possível chegar aonde cheguei por causa da minha família. Eu era conduzido por meu irmão... carregando-me nas suas costas... e depois de um longo trajeto, chegávamos em um local, onde permitiam que eu usasse uma piscina, para treino. Foi assim que tudo começou”!
Seus resultados nestas últimas Paraolimpíadas estão superiores aos Para atletas de Continentes sempre em destaque nestas Competições! Comparando seus índices em mesmas provas nas Olimpíadas, seus tempos estão sensivelmente próximos aos das Pessoas sem deficiência! Ele é um exemplo. Neste debate, ele diz que “ durante muito tempo, as pessoas normais fugiam de mim. Hoje, quando estou em lugares públicos, muitas se aproximam e pedem autógrafos! Outro dia eu ouvi um menino, Não Deficiente, dizendo para o pai que quando crescesse, queria ser como eu”!
Foi uma lição de vida sobre Inclusão, analisada por vários pontos de vistas diferentes. Eram Pessoas com Deficiência das áreas de Esportes, Política, Artes e de Medicina. Um dos debatedores, Leonardo era um jovem com Paralisia Cerebral. A forma desta Pessoa com Deficiência se comunicar com o Apresentador do Programa era um Microcomputador. Ele digitava com os dedos...Não das mãos...Eram os dedos dos pés! Quem disse que o único meio de digitar é com as mãos? Aqui, cabe aparecer o velho ditado: “as aparências enganam!”
Outras experiências foram novelas em canais de TVs “Abertas”.. Os autores e atores prepararam-se, buscando as fontes de Reabilitação de Pessoas com Deficiência existentes no Brasil. É evidente, que muitos podem ter interpretado os conceitos/ ações das Pessoas com Deficiência, como um tanto extremados. Porém, isto não invalida de forma alguma, a importância de ter sido veiculado o novo valor...Perfil...Possibilidades...Que não foram transmitidos anteriormente! Eles ficaram surpresos com esta “margem” da vida, que é extremamente desconhecida: a Deficiência. A abrangência dos canais de comunicação é maior do que podemos imaginar! Foi uma educação lúdica!
Ainda quanto à Divulgação de dados, notícias e atualidades sobre a Deficiência, não podemos desconsiderar o canal espetacular chamado Internet! Há uma verdadeira rede de dados e notícias que alimentam nossas inter relações e atuam como vetores de mudanças. Cabe aqui, ressaltar os cuidados necessários, frente a tudo que chega no nosso computador pela Internet!
As Entidades de Reabilitação com as quais nos, da LC nos relacionamos enquanto Conselheiros, Colaboradores, Parceiros Profissionais,Consultores e “Alunos” são “células” vivas de formação de conceitos e mudanças na visão das pessoas sobre a deficiência(estamos na “margem” desenhada pelo CADEVI - Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência Visual ; Lara Mara- Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual; ADD-Associação Desportiva do Deficiente; REBRAF- Rede Brasileira de Entidades Filantrópicas; APAE- Associação de Pais e Amigos do Excepcional; Associação CARPE DIEM - - Reabilitação de adolescentes e Adultos com Deficiência Mental – (este nome é de origem grega e significa “aproveite o dia”; entre outras).
Aqui, o título deste artigo torna-se uma evidência: no processo de Inclusão, em todas as suas etapas (Análise de Vagas, Análise de Postos de Trabalho, Sensibilização dos Gestores, Colaboradores e da Comunidade local, , Análise de Acessibilidade, treinamentos para Lidar na prática com Pessoas com Deficiência, a Seleção, o Acompanhamento pós Seleção para Análise da Qualidade e Mudanças Necessárias para Melhoria contínua) o pronome é plural: NÓS!
Desde o ano 2000, fui “convidada” para ocupar um espaço na “Margem da Deficiência”!
A vida levou meus olhos físicos. Neste momento, eu enxerguei o mundo das Pessoas com Deficiências. Comecei a viver uma nova vida. Aprendi a aprender a cada dia. Superei dificuldades? Sim..Porém, só consegui, quando constatei que tudo foi possível no plural! Foram Médicos e eu (Nós), família e eu (Nós), Amigos e eu (Nós), Clientes e eu (Nós), Centros de Reabilitação e eu(Nós)! Porém o pré-requisito foi o Querer...Que passa fundamentalmente, pela vontade própria! De nada adiantaria ter acesso a muitas ferramentas de Reabilitação, se eu não estivesse aberta para romper com o passado. É claro que passado é o alicerce desta construção...o futuro é um mistério...e o presente é dádiva! O Fazer Acontecer só Aconteceu a partir do momento que eu vivi o singular e percebi “na pele” que ultrapassar a ponte entre as duas margens da vida...A da “Normalidade para a da Deficiência” com dignidade, só existiria se eu abrisse os olhos da alma, para o mundo que se tornou atual, no meu mundo após o ano 2000!
A partir daí, a LC renasceu num novo “cenário, onde o palco não precisava mais da luz... energia... e passou a existir com a luz da aprendizagem pela relação interpessoal!”.
Eu vivi a satisfação de aprender a usar minha bengala...uma extensão do meu braço e me libertar! Aprendi que a capacidade não está nos olhos físicos. Ela está no meu cérebro! Eu novamente sentei frente a um microcomputador e comecei a “ver através do som, o do software próprio para Pessoas com Deficiência visual (o Virtual Vision)...”.
A LC mudou junto comigo. As parcerias já eram verdadeiras e tornaram-se, na nova visão, mais amplas...foi a visão do todo: Normalidade e Deficiência...Como dois pontos de uma mesma reta chamada vida!
Nesta nova vida, eu constatei o quanto o progresso traz e faz a Qualidade de vida acontecer! Eu tomei contato com a importância das Pesquisas Médicas...Principalmente, as Células-Tronco! Elas são possibilidades de estabelecer novas conexões nervosas, sinapses químicas, substituir o que não pode funcionar...Assim, ocorreram “insight”, isto é, eu comecei a ver...De dentro para fora...Começando pela emoção e passando para o cognitivo. Isto é, podemos atuar como as células-Tronco atuam. Eu me “vi” com a mesma função estratégica.
De repente, eu extraí da minha experiência pessoal, um novo sentido para a LC! Senti “nos olhos” o quanto é questão de sobrevivência profissional, viver o todo chamado plural... Enfim...A LC solidificou sua missão de atuar enquanto “elos da corrente” que vai do querer...Que é próprio...Para o Acontecer que é, necessariamente, plural.
Esta pluralidade também existe dentro da margem Empresa. Os Gestores, os Colaboradores, os profissionais que têm por responsabilidade levar a Inclusão para a realidade atual...Os da área Administrativa, Jurídica, da Saúde Ocupacional, de Segurança no Trabalho, além dos que abrirão suas “portas” para receberem a Pessoa com Deficiência como Força de Trabalho.
No segundo semestre de 2005, eu fui convidada pela ABTD -Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, para apresentar no Congresso Brasileiro em dezembro passado, um trabalho sobre o tema Inclusão de Pessoas com deficiência.
Eu convidei a Professora Leila Cury Tardivo Livre Docente da cadeira de Psicologia da Pessoa com Deficiência do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo – USP, com trinta anos de formação e experiência na área, para juntas consolidarmos uma Pesquisa sobre este tema. Desenvolvemos a Pesquisa, considerando dois campos de estudo: Empresas que JÁ possuem Pessoas com Deficiência no seu quadro funcional (A) e Empresas que NÃO têm Pessoas com Deficiência(B).
Nossa concepção é o “triângulo isóscele estratégico”, com os três vértices: Gestores; Colaboradores Pessoas com Deficiência.
Nossa experiência nos levou a escolher seis pontos-chave do Processo da Inclusão:
• Informação sobre Deficiência;
• Capacitação da Pessoa com Deficiência
• Custos;
• Qualidade & Produtividade da Pessoa com Deficiência;
• Cumprimento de Leis;
• Relacionamento Interpessoal.
Elaboramos os Questionários para os Grupos A e B, estruturados nos três públicos citados acima.
Foram contatados um número bastante significativo de fontes: a REBRAF; CADEVI; ADD; APAEs num Congresso, no qual a Profa. Leila foi Expositora; a Rede de Clientes LC; a Rede de consultorias com as quais a LC têm contato; assim como fazer o “chamado” via e-mails.
A Resposta em termos quantitativos, poderia ter sido mais expressiva. Isto é um Indicador de que o tema Inclusão ou não foi prioridade, ou não foi possível atender á solicitação de participar, ou não incentivou os que foram convidados a serem preenchedores do Questionário respectivo, a investir sua agenda, que já é absolutamente tomada... s
Mesmo com estes Indicadores, os resultados enfraquecem e chegam a eliminar os “bichos papões” que perseguem os “Incluidores”!
A conclusão mais significativa é a seguinte:
O grande diferencial de resultados entre os dois grupos A e B está no CONTATO DIRETO OU NÃO COM A PESSOA COM DEFICIÊNCIA.
Ou seja, gestores que não têm Pessoas com Deficiência na sua Área e também não há este público na Empresa, têm uma visão mais negativa quanto à Qualidade das Pessoas com Deficiência e sua conseqüente Produtividade; que os Investimentos financeiros não compensam os Ganhos com esta força de trabalho; é muito mais difícil o relacionamento interpessoal com as Pessoas com Deficiência, o que traz mais perdas no Clima Organizacional e nos resultados; que as Leis sobre Inclusão interessam mais aos Pessoas com Deficiência do que a empresa; entre outros pontos.
Quanto ao público dos Colaboradores que não são Pessoas com Deficiência, está tendência não teve a mesma relevância, embora os que trabalham em empresas que já possuem Pessoas com Deficiência têm uma visão menos resistente, no que tange à Inclusão.
No caso das Pessoas com Deficiência, tanto as já empregadas, quanto as que poderiam estar e ainda não conseguiram, não surge resistência, nem preconceitos frente à Inclusão.
Quanto à Capacitação dos Deficientes, ficou claro que é possível buscar fontes de capacitação e é possível Capacitar as Pessoas com Deficiência dentro da própria Empresa.
A grande verdade que ficou presente na Pesquisa é que SÓ A VIVÊNCIA DA INCLUSÃO NA PRÁTICA, TRAZ UMA NOVA VISÃO...NOVA CRENÇA...MUDANÇA E INSTALAÇÃO DE UMA NOVA MENTALIDADE!
Pois é, mais uma vez vou citar um poeta da música brasileira, o Gonzaguinha: “Eu fico com a pureza da resposta das crianças... é a vida... é bonita... e é bonita... Viver e não ter a vergonha de ser feliz... Cantar a beleza de ser um eterno aprendiz...”
Vamos viver nosso “plural”...Aqui e agora!
Assim como os respondentes da Pesquisa feita pela LC, eu vivi a Inclusão com todas suas letras:
“I” de Inteligência...Vamos ampliar os elementos do nosso “banco de dados mental” sobre Deficiência, vivendo-a na prática.
“N” de Net...Rede de contatos, informações. Nós da LC estamos dispostos e preparados como Consultores Graduados pela VIDA, para sermos instrumento facilitador deste “link” entre as duas margens...Deficiência e Não Deficiência!
“C” de Conhecer antes de decidir, de julgar. Não negar necessidades de rever conceitos e idéias que pareciam absolutas!
“L” de Luz, resultante de outras e novas fontes que as já existentes!
“U” de Unir elos da corrente que abrange e consiste na razão de ser da Empresa...dos resultados...do cumprimento das Leis Jurídicas...das duas margens reais da vida...Deficiência e Não Deficiência!
“S” de Sucesso. A palavra SUcesso vem depois da palavra SOrte no Dicionário.Ou seja, não basta ter sorte, ou ter o poder de influência, ou o poder financeiro, ou o acaso...Etc... Que trazem o sucesso. Sucesso é C.R.E.R (Competências... Responsabilidade... Ética e Resultados)!
“A” de Aprendizagem contínua. Quem acredita que não tem mais nada a aprender na vida, já “morreu”! E aprender requer humildade, perseverança, coragem, capacidade!
“O” de Orgulhar-se com as conquistas simples, efetivas, verdadeiras. O orgulho que é regido pela necessidade de se auto-afirmar sobre as carências e dificuldades do outro, só traz um crescimento aparente!
Finalizando a nossa “conversa” neste artigo, eu os convido a conjugarmos o nosso verbo na primeira pessoa do plural:
Afinarmos nossos instrumentos musicais, ensaiarmos no dia-a-dia, revermos nossas partituras e aprendermos novas escalas musicais, arriscarmos fazer alguns “solos”, em momentos apropriados, mediante análise do custo/ benefício; atravessarmos juntos as “dissonantes” da vida; estarmos corajosos para abrirmos mão de vitórias particulares, em prol da vitória maior...da empresa, no seu todo; Aprendermos a aprender sem delegarmos ou “delargarmos” nossa vontade própria e o medo de errar e ter que ser humilde para aceitar ter que tocar a música do Gonzaguinha...”Começaria tudo outra vez, se preciso fosse....”;
Enfim, vibrarmos no mesmo tom...Sem o Dó nem maior, nem menor...excluiremos os Dós da nossa Orquestra chamada Inclusão!
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