Alguém já viu “ouviu” a seguinte EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA: “O ESTADO X do Brasil é um exemplo, pois, milhares de habitantes da cidade Y formaram grupos de trabalho, com o apoio efetivo de vereadores para análise e criação de alternativas para solução de problemas reais e práticos?”
Tenho certeza de que a resposta é: NUNCA!!! Nenhuma TV brasileira interromperia sua programação para fazer uma edição de uma notícia desta natureza. Dá muito mais audiência investir horas e horas na programação com notícias sensacionalistas e dramáticas.
Vocês podem estar se perguntando: será que este artigo está nos convidando a buscar na TV “Big Brother” número xyz “? Qual será o fim da vilã Flora da novela Favorita?
Não. Eu quero convidá-los a investir nosso tempo e energia na reflexão sobre o momento atual que estamos vivendo. Será que estamos usando o grande privilégio que nós temos de ser os únicos seres no planeta a termos condições de pensarmos e decidirmos sobre as nossas ações?
Será que estamos nos esquecendo da nossa capacidade de buscarmos soluções simples e viáveis que independem da eleição do novo presidente dos EUA? Será que não estamos desconsiderando o que podemos fazer? Ao invés de “delargarmos” nossas vontades para outras pessoas?
Estou falando de questões que começam no nosso cotidiano. Por exemplo: otimizar o nosso transporte para o local de trabalho, criando grupos de colegas para compartilhar o mesmo automóvel dividindo as despesas colaborando com o tráfego da cidade?
É claro que este artigo não visa “o nascimento” de Salvadores da Pátria ou afirmar que só os super-heróis conseguem a superação. O único objetivo é voltarmos nossa atenção para nossa capacidade de aprendermos com as dificuldades e através da união de forças, conseguirmos fazer as soluções acontecerem.
Eu vejo nisso, o “efeito dominó”, isto é, nos influenciarmos na solução e não na angústia pela incapacidade. Torna-se evidente que estarmos atualizados, sintonizados com o mundo através dos meios de comunicação (TV, Rádio, Internet, etc.). É fundamental, pois, não se pode buscar solução sem ter a clara noção do que é o problema, bem como suas decorrências. Porém, chamo a sua atenção à forma de COMO estamos vendo, ouvindo, pensando, movendo-nos diante desta realidade.
Enquanto optarmos por ficar em “ritmo de espera”, “tô nem aí, tô nem aí”, “ó vida, ó azar” ou “já que eu não votei neles não é minha culpa” continuaremos sem usar o poder de decidir e agir. Num dos meus “passeios” pela internet encontrei uma mensagem sobre a questão do fato do tempo estar passando muito depressa.
Um dos aspectos consideráveis é o progresso na tecnologia da informação (os celulares, os meios da internet, a rapidez na divulgação das notícias) que contribuem sensivelmente para esta agilização do tempo.
Outro ponto interessante abordado foi o da “rotina”, a repetição contínua dos meus atos gera esta sensação de passagem extremamente rápida do tempo, isto é, fazer sempre a mesma coisa o tempo todo, gera acúmulo de tensão, assumir muitos compromissos decorrentes desta repetição, a necessidade de cumprir metas e prazos cada vez mais exíguos, tudo isso temperado pelo estresse resultante de toda esta rotina absolutamente necessária para a sobrevivência neste mundo globalizado.
Dentro deste cenário, nada novo para ninguém, cabe o questionamento das nossas atitudes diante desta vida? Cada um encontra sua resposta. A minha é a seguinte:
EU TENHO PODER. Pelo menos ainda vou decidir COMO vivenciar este cenário. Eu posso assinar pelos fatos e exemplos de vida com os quais tenho me deparado desde o início deste novo século que é possível superarmos muitas barreiras próprias desta configuração histórica.
Um exemplo é o da DIVERSIDADE e as mudanças por elas sofridas. Há 5 anos, se ouvia falar tanto no cumprimento da Lei de Quotas (Inclusão de pessoas com deficiência) no mercado de trabalho no Brasil? Ou se tinha a oportunidade e a divulgação dos Esportes Para-olímpicos? Ou se viam na TV (novelas, programas de entrevistas, documentários) Pessoas com Deficiência se expondo naturalmente? Ou se abordavam temas como homossexualismo de forma tão corriqueira nestes canais de comunicação? Aqui cabe o fato da eleição do Presidente afro-descendente no país mais poderoso do planeta?
Ainda neste contexto, constatamos tantas mudanças no modo de trabalho nas Organizações (Empowerment, Empreendedorismo, Coaching, Gestão por competências, Universidade Corporativa, as ISOs e suas implicações), assim sendo, estamos vivendo o século das mudanças e todos os seus ganhos e perdas.
Olhando as crises por este ângulo de visão elas se tornam naturais e necessárias para termos avanços reais?
É claro que não estou pregando a “cultura do amor à crise”. Só estou trazendo um momento para refletirmos sobre nossa atitude frente a ela. Já ouvimos há um bom tempo se falar em Learning Organization, agora eu defendo a “Aprendizagem com e pelas crises” e para pensarmos segue a frase do nosso “Amyr Klink” : “O pior naufrágio é o da embarcação que nem deixou o cáis”.
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